BRASIL E MUNDO — Abertura

Sabe qual é a mais nova comédia no circo político brasileiro? O chefe do executivo simplesmente se recusa a tirar o chapéu da cabeça. O grande líder da máquina de extorsão nacional resolveu adotar o acessório como uniforme oficial e não tira mais em evento nenhum.

A versão oficial falava em recomendação médica por apenas um mês após uma cirurgia de pele. O problema é que já estamos em agosto e o sujeito continua desfilando de chapeuzinho em ambiente fechado, palco de convenção e inauguração de ponte. O que o Estado está tentando esconder da população?

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos aos fatos expostos pela própria equipe médica, porque contra dados reais não há narrativa que resista. No dia vinte e quatro de abril de dois mil e vinte e seis, o líder do regime passou por um procedimento para remover um carcinoma basocelular. O doutor Calil deixou claro na época que se tratava de um tumor de um centímetro no couro cabeludo, acompanhado da retirada de queratose e infiltração no punho direito para tratar tendinite. A ordem médica foi precisa: usar curativo e chapéu por trinta dias para se proteger do sol em ambientes externos. Trinta dias! O prazo venceu em maio. Passamos por junho, julho e entramos em agosto. O indivíduo continua grudado no acessório como se estivesse sob sol escaldante dentro de auditórios climatizados.

É fascinante notar essa contradição. O médico prescreveu o uso do chapéu estritamente para ambientes externos, como proteção solar temporária enquanto durasse a cicatrização. No entanto, em cada registro público das últimas semanas, lá está ele. Na convenção do PT na Bahia pedindo votos, em palanques fechados, na inauguração de obra de ponte sustentada com o dinheiro do pagador de impostos, lá vai o chapeuzinho. Por que essa obsessão em esconder o couro cabeludo?

Temos hipóteses bem cristalinas para quem analisa a conduta de parasitas estatais com ceticismo. Primeira: pura vaidade estética. O sujeito gostou da peça e acha que ficou bonito, embora o resultado visual seja ridículo. Segunda: uma péssima cicatrização ou complicação de um ferimento feio que a propaganda oficial prefere esconder para não demonstrar fragilidade biológica. Afinal, regimes centralizadores dependem da ilusão de força inabalável de seus governantes. Terceira: o surgimento de uma marca permanente que colocaria em xeque a imagem pública do mandante. Quando a estabilidade do poder estatal depende da figura de um único indivíduo, até uma cicatriz vira segredo de estado.

E por que isso importa no xadrez eleitoral? Olhem o cenário. A narrativa da esquerda tenta vender a ideia de que a oposição é inviável. No entanto, pesquisas mostram o candidato Flávio encostando no número um do regime, em um patamar muito mais competitivo do que o próprio Jair Bolsonaro apresentava nesta mesma época em dois mil e vinte e dois. A máquina pública sabe que o tempo joga contra ela. A fragilidade física de um governante octogenário não é apenas um detalhe médico, é um fator de risco gigantesco para um grupo político que não tem um substituto com o mesmo apelo populista para comandar a arrecadação compulsória do país.

O mais irônico nessa história é ver a subserviência dos bajuladores de plantão. Já tem figura da pretensa oposição, inclusive do MBL, usando chapéu para cima e para baixo, imitando o gesto do líder da esquerda sem nem sequer ter passado por cirurgia. É o verdadeiro teatro político em sua versão de figurino. Uma demonstração patética de como a classe política funciona em rebanho, buscando copiar qualquer elemento visual que pareça gerar atração de massa, enquanto o pagador de impostos continua financiando o espetáculo.

Pensem comigo: o cidadão comum, quando precisa de atendimento no sistema público de saúde que o próprio Estado impõe, mofa em filas intermináveis por meses. Já o governante tem à disposição uma equipe de elite pronta para remover tumores, tratar tendinites e emitir boletins maquiados à imprensa. Mesmo com todo esse privilégio custeado pelo trabalho alheio, o sujeito descumpre a orientação médica e passa meses escondendo a cabeça. Se um político não consegue ser transparente sobre o uso de um acessório recomendado por trinta dias, imagine sobre o destino do dinheiro extorquido da população.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

No fim das contas, pouco importa se o chapéu esconde uma cicatriz mal curada, uma vaidade senil ou complicações mais graves. O que importa é a lição libertária: depender de um único indivíduo para decidir o rumo econômico e social de milhões de pessoas é uma insanidade completa. O Estado é uma ficção perigosa mantida por burocratas debilitados.

Pare de esperar soluções vindas de palanques e chapéus ridículos. Assuma a responsabilidade pela sua própria vida, proteja seu patrimônio da sanha arrecadatória e defenda a descentralização do poder. Pela liberdade individual, até a próxima!