BRASIL E MUNDO — Abertura

O aparato estatal é um circo tão fascinante que os donos do poder agora resolveram chorar por causa de uma única letra do alfabeto. Enquanto você trabalha meses apenas para sustentar o banquete de Brasília via imposto roubado, a máfia política entrou em surto coletivo. O motivo? A Polícia Federal deflagrou uma ação mirando o entorno do supremo líder e o filho dele, o Lulinha, e deu a essa fase o nome de Operação L.

A investigação envolve a quebra de sigilo bancário e fiscal do Lulinha e da empresária Roberta Luxinger, em um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Só que, em vez de se explicarem sobre as dinâmicas obscuras do capital que circula entre gabinetes e apadrinhados, os aliados do governo preferiram focar na fonética. Estão indignados porque dizem que a PF escolheu esse nome de sacanagem, numa provocação direta ao famoso 'faz o L'.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Veja como funciona a mente do burocrata e do parasita estatal. Para a militância do partido, a polícia ter batido na porta da família presidencial não é uma questão de apurar o uso de recursos de origem duvidosa. Não, para eles isso é pura perseguição política orquestrada por causa de um apelido. Aliados já foram à imprensa reclamar com o colunista Lauro Jardim e com o Igor Gadelha, alegando que o nome causou imenso incômodo no entorno de Lula. A tese construída a toque de caixa é a de que a PF foi politizada para ironizar o slogan da campanha.

É lógico que a polícia nega qualquer motivação política e alega que a escolha foi estritamente técnica. Mas vamos exercitar a imaginação, já que a burocracia adora siglas enigmáticas. O 'L' poderia ser uma referência à deusa Elli, da mitologia nórdica, aquela velhinha que personifica a velhice e que derrubou o todo-poderoso Thor na luta. Seria o estado mostrando que até os gigantes de Brasília sucumbem à ruína? Ou quem sabe 'L' venha de Hélios, o deus grego do sol? Afinal, existe aquele ditado clássico de que a luz do sol é o melhor desinfetante para expor o que há de mais podre e mofado nos porões do poder público.

A verdade é que nada disso importa para os ilusionistas do estado. Toda essa choradeira por causa do nome não passa de um pretexto meticulosamente desenhado para pavimentar o caminho de mais uma anulação processual. Eles usam a vitimização para criar a narrativa de que a investigação nasce viciada. É o velho teatro político: primeiro eles gritam que a polícia está perseguindo o padrinho e seus protegidos; depois, acionam as engrenagens do judiciário para declarar a nulidade de todas as provas. É a receita pronta para livrar o Lulinha, a Roberta Luxinger e figuras influentes como o Careca do INSS.

E o cinismo ganha contornos ainda mais ridículos quando olhamos para a reação dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. Uma ala da corte já começou a murmurar comparações entre o ministro André Mendonça e Alexandre de Moraes. O chilique da vez é que Mendonça não quer mandar o caso para a primeira instância. Ué, mas quando o STF de Moraes reteve milhares de casos, ignorando inclusive pedidos explícitos da Procuradoria-Geral da República para baixar processos à primeira instância, a imprensa e os defensores da democracia combalida achavam o máximo. Agora que o jogo vira um milímetro, gritam por anulação imediata.

Isso expõe a podridão inerente ao monopólio estatal da justiça. As leis, as instâncias e os regimentos internos não foram feitos para proteger os direitos do indivíduo ou garantir justiça real. Eles servem unicamente como ferramentas de barganha política entre as facções que controlam a máquina. Se o governo tem poder, o STF arranja um malabarismo jurídico para anular os processos da família. Se a pressão política aperta perto da eleição, eles seguram o processo para barganhar apoio. Não existe busca pela verdade na justiça estatal; existe apenas a preservação do sistema de pilhagem.

A grande questão que perturba os gabinetes de Brasília não é se as suspeitas de lavagem de dinheiro são verdadeiras ou não. A única preocupação deles é o cronograma de anulação. Conseguirão melar a Operação L antes da eleição ou só depois? Porque se o resultado das urnas for desfavorável ao regime atual, o custo de blindar o Lulinha fica bem mais alto. Toda essa urgência expõe o pavor do grupo político de perder o controle do orçamento e das canetas que garantem a impunidade dos seus.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

No final das contas, você pagador de impostos é o único trouxa dessa história toda. Você financia o salário do policial, do juiz, do procurador e o privilégio do político envolvido no esquema. Enquanto eles discutem se o nome da operação foi uma indireta de deboche ou uma homenagem nórdica, o seu bolso continua sendo esvaziado diariamente pela coerção do estado.

Enquanto a justiça for um monopólio nas mãos de burocratas e políticos, a lei sempre será interpretada para proteger os reis e punir os súditos. Não seja ingênuo de esperar ética de quem vive do roubo institucionalizado. Quer continuar acompanhando a anatomia do parasitismo estatal sem filtro? Deixe seu like, se inscreva no canal do Webjornal Vale da Liberdade e comente aqui embaixo: você acha que a Operação L vai ser anulada antes ou depois das eleições? Até a próxima.