BRASIL E MUNDO — Abertura

Olha só a nossa gloriosa República em ação, meus amigos. Lula se reunindo a portas fechadas com ministros do Supremo Tribunal Federal, regado a whisky do bom — que você pagou com o seu imposto, é claro.

Enquanto o pagador de impostos ingênuo acredita naquela historinha de faculdade de direito sobre 'independência dos poderes' e 'freios e contrapesos', a elite que comanda o aparato estatal se junta nos bastidores pra alinhar o jogo e garantir que o sistema continue exatamente onde está: no topo.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

A imprensa revelou esse encontro informal e pra lá de amigável entre o chefe do Executivo e figuras de peso da Suprema Corte, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Na pauta? Troca de impressões sobre o cenário eleitoral e os rumos políticos do país. Uma verdadeira reunião de alinhamento estratégico entre sócios da mesma firma chamada Estado.

Vamos ser diretos: em qualquer lugar sério, juízes que julgam matérias eleitorais e decisões do governo sentarem pra tomar whisky com candidato ou presidente em pleno mandato pra tratar de eleição seria um escândalo institucional absoluto. Mas na nossa República de compadrio, isso é só mais uma terça-feira comum.

Essa simbiose entre Executivo e Judiciário não é novidade pra ninguém que acompanha a política sem viseiras ideológicas. Estamos vendo há tempos uma verdadeira coligação informal entre o governo e a cúpula do STF. Eles sabem que estão no mesmo barco e que a sobrevivência política do grupo depende da manutenção dessa aliança.

E a preocupação deles tem motivo claro. Quando a estabilidade política do governo balança e as projeções eleitorais começam a subir no telhado, o alarme toca em Brasília. A aristocracia estatal percebe o risco de perder o controle e corre pra fechar fileiras. Afinal, quem ajudou a moldar o cenário político atual tem extremo interesse em garantir que o projeto não rúa.

E tem outro detalhe crucial nessa história que mostra como a máquina funciona por trás dos panos: a movimentação em torno das investigações que envolvem o Lulinha. A Procuradoria-Geral da República já avalia recorrer pra tirar a investigação das mãos do ministro André Mendonça no STF, mesmo com o relator mantendo o inquérito na Corte.

Olha a coincidência e o duplo padrão escancarado do sistema: quando inquéritos do mesmo calibre estão sob a relatoria de ministros alinhados à patota, como o próprio Flávio Dino, a PGR não dá um pio e aceita tudo passivamente. Mas quando um processo cai nas mãos de alguém fora desse núcleo duro, a burocracia estatal entra em pânico e se mobiliza inteira pra mudar a relatoria.

Isso prova que o monopólio da justiça promovido pelo Estado nunca foi sobre imparcialidade ou cumprimento das leis. É puramente sobre controle. Se o processo tá com os 'amigos', o jogo segue tranquilo. Se vai pra mão de quem pode fugir do script combinado, o sistema cria manobras jurídicas pra recuperar o domínio absoluto do tabuleiro.

E quem custeia todo esse luxo, a mordomia e as articulações regadas a whisky caro é o indivíduo produtivo. O cidadão acorda cedo, produz, é espoliado via impostos em cada produto que compra, pra ver a elite política e judiciária se reunir em mansões e gabinetes decidindo o futuro do país à revelia de qualquer freio institucional real.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

Esperar que o Estado limite o seu próprio poder ou que o Judiciário seja um árbitro neutro frente ao Executivo é a maior ilusão da teoria política. O sistema foi projetado por eles e para eles, mantendo a coerção sobre o indivíduo enquanto a elite celebra nos bastidores.

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