BRASIL E MUNDO — Abertura

O crime estatal nunca dorme, mas quando a conta chega, a corrida dos parasitas para salvar a própria pele é sempre desesperada. Nos corredores de Brasília, o clima é de pânico puro.

Surgiu um medo real que está tirando o sono da patota do PT na esplanada dos ministérios: a possibilidade iminente de uma delação premiada de Roberta Luchsinger, lobista diretamente associada a Fábio Luís, o Lulinha.

Nos bastidores do poder, os próprios aliados do governo já descrevem essa senhora com uma metáfora perfeita para o momento: uma verdadeira granada sem pino prestes a explodir.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

E por que esse pânico todo acontece? Porque o Estado nada mais é do que um gigantesco aparato coercitivo que extorque o cidadão via impostos para alimentar redes de influência e esquemas nebulosos. A investigada em questão é suspeita de participação direta em um esquema de fraude no INSS, um sistema público estatal que serve perfeitamente de balcão de negócios.

Se a justiça apertar o cerco com um mandado de prisão, a avaliação dos próprios petistas é que ela não vai aguentar a pressão de um xadrez. A estratégia emergencial da cúpula governista agora é tentar bajular a lobista, mandar recado e garantir que ela não se sinta abandonada pelo aparato do qual fazia parte.

As provas obtidas nas investigações da Polícia Federal mostram o tamanho da encrenca. Em mensagens interceptadas, Roberta afirmava categoricamente que precisava tirar o filho de Lula e a família dele do país. Ela ressaltou que o custo era altíssimo e disparou sem pudor: 'a gente é uma coisa só'.

E qual foi a reação estratégica do filho do presidente diante desse cenário? Arrumou as malas e se mudou com a família para Madri, na Espanha. É a tática clássica: quando a água bate no pescoço, a elite ligada ao poder busca refúgio no exterior, enquanto o pagador de impostos brasileiro fica com a conta do rombo.

Aliados de Lulinha tentam emplacar aquela narrativa manjada de que a lobista apenas usava o nome dele indevidamente. Só que as mensagens no inquérito revelam coordenação direta, com pedidos explícitos para emissão de notas e alinhamento de ações. Não se trata de uso indevido de nome, trata-se de sociedade escancarada.

A grande questão é o cálculo político desse silêncio. Tanto a lobista quanto outros investigados, como o chamado 'careca do INSS', preferem não falar nada agora porque apostam todas as fichas que o governo vai conseguir embarreirar as investigações por vias institucionais.

Só que essa aposta é uma roleta-russa. Na lógica do falido sistema judiciário estatal, quem assina o acordo de delação premiada primeiro garante os melhores benefícios e pega as menores penas. Se o cenário político mudar, o que vai ter de burocrata e operador correndo para entregar os comparsas não tá no gibi.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

O caso do INSS e o desespero com a lobista mostram a verdadeira face do Leviatã: uma engrenagem corrupta alimentada com dinheiro tomado à força da sociedade para enriquecer intermediários do poder.

Se você ainda acredita que o Estado existe para te proteger e não para manter os privilégios desses burocratas, está na hora de acordar. Inscreva-se no canal, deixe seu comentário e até a próxima!