BRASIL E MUNDO — Abertura
Olha só que coincidência fantástica: a diplomacia russa resolveu vir a público para jurar que qualquer denúncia sobre a venda de armas moscovitas para o narcotráfico na América Latina é puramente uma armação ocidental. Quando a burocracia do Kremlin se apressa para desmentir um escândalo que nem foi publicado ainda, você já sabe exatamente onde está a ferida.
O teatro geopolítico é maravilhoso. Enquanto o Estado russo tenta posar de vítima imaculada de campanhas de desinformação, a realidade mostra o incentivo perverso de potências autoritárias em financiar o caos, alimentar facções e desestabilizar qualquer resquício de ordem e liberdade individual no nosso continente.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Vamos aos fatos expostos pela própria imprensa estatal e por comunicados internacionais. O governo russo declarou abertamente que agências de inteligência do Ocidente preparam uma acusação supostamente falsa sobre o fornecimento de armamento para cartéis de drogas latino-americanos. Segundo Moscou, tudo não passa de uma manobra vil para prejudicar a relação fraterna entre a Rússia e os governos da nossa região. É quase comovente ver o regime de Vladimir Putin preocupado com a reputação diplomática.
Mas por que esse desespero preventivo justo agora? A resposta está nos planos do governo dos Estados Unidos, que desenha operações ostensivas e ações terrestres contra o narcotráfico transnacional onde quer que esses grupos atuem. Na mira americana estão facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, tratadas explicitamente como organizações terroristas. Quando o cerco da inteligência internacional começa a se fechar sobre as rotas de suprimento dessas gangues, os fornecedores de armas de Moscou tremem na cadeira.
Não existe mistério nos incentivos. Relações entre regimes autocráticos e a criminalidade organizada não são novidade para quem entende como o poder estatal opera. A Rússia e seus aliados estratégicos, como a Coreia do Norte, deixam claro o objetivo de erguer uma chamada 'nova ordem mundial'. E como se constrói essa nova ordem? Enfraquecendo o modelo ocidental, alimentando milícias e mantendo populações inteiras reféns do terrorismo urbano e da violência armada.
Enquanto isso, como reagem os governantes locais? Vários países da região, como Equador e Colômbia, ensaiam cooperação internacional para combater esses grupos terroristas em seus territórios. Já do lado de cá, o teatro morde e assopra. Os burocratas do governo brasileiro preferem erguer o escudo da 'soberania nacional' toda vez que se fala em tolerância zero contra o crime organizado. É fascinante notar como a tal 'soberania' só serve para proteger o monopólio da violência e deixar territórios inteiros sob o domínio absoluto de traficantes municiados por fuzis estrangeiros.
O indivíduo pagador de impostos fica preso no meio desse fogo cruzado geopolítico. De um lado, você tem o Estado brasileiro cobrando impostos abusivos para sustentar uma burocracia ineficiente que não garante a segurança nem do seu próprio bairro. Do outro lado, autocracias como a Rússia abastecendo indiretamente o arsenal de facções que cobram o pedágio do terror na favela. O resultado prático para o cidadão é a perda absoluta da sua liberdade de ir e vir, enquanto os governantes trocam afagos e discursos vazios sobre diplomacia multipolar.
Essa historinha de que a inteligência ocidental vai inventar mentiras é a desculpa padrão de qualquer regime enfraquecido. O fato concreto é que o narcotráfico na América Latina não opera com estilingues. Ele opera com armamento pesado de guerra, fuzis de última geração e logística transcontinental. E essa munição não surge por mágica nas periferias das nossas cidades. Ela vem de redes estatais e paraestatais que lucram bilhões com o caos alheio.
O plano americano pretende atingir os alvos diretamente onde atuam as redes de tráfico. E a simples possibilidade de operações coordenadas deixa em pânico tanto os cartéis quanto os governos que flertam com o autoritarismo e passam pano para o banditismo. A soberania que os políticos defendem nos microfones não é a liberdade do cidadão; é apenas a prerrogativa estatal de manter o monopólio do arbítrio sem que ninguém de fora venha atrapalhar o negócio.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
A verdade é incômoda, mas precisa ser dita: o narcotráfico só é gigante porque o próprio Estado cria as proibições que valorizam o mercado negro e, em seguida, vende as armas para alimentar a guerra que ele mesmo finge combater. Quando os grandes atores internacionais começam a lavar a roupa suja em público, o castelo de cartas desmorona.
Se você quer continuar enxergando o que está por trás do teatro político e geopolítico sem o filtro da burocracia oficial, inscreva-se no canal, deixe o seu like e compartilhe este comentário. O livre mercado da informação é a única ferramenta para desarmar as narrativas do Estado. Até a próxima!