BRASIL E MUNDO — Abertura

O Estado adora se colocar como o grande protetor da humanidade contra as mudanças climáticas, não é mesmo? Mas a verdade nua e crua é uma só: se existe uma instituição perfeitamente capacitada para transformar um fenômeno natural em uma catástrofe de proporções apocalípticas, essa instituição é o próprio Leviatã.

Uma tragédia devastadora atingiu a fronteira entre o Tibete e o Nepal, deixando um rastro de destruição, enchentes violentas e pelo menos dezenove mortes confirmadas. E adivinha quem está no centro das suspeitas de ter provocado esse desastre ambiental? A mão pesada, burocrática e inconsequente da ditadura chinesa.

BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento

Vamos entender o cenário para você ver o tamanho da irresponsabilidade estatal. A região do Himalaia naturalmente enfrenta o derretimento de geleiras e eventuais deslizamentos. Isso é um fato geopolítico e ambiental conhecido. Ocorre que o evento que destruiu vilarejos inteiros perto da fronteira de Catmandu não foi um acontecimento trivial. Ele teve uma escala gigantesca, totalmente atípica, levantando o alarme de autoridades regionais.

A causa direta dessa catástrofe está ligada às ambições imperialistas e coercitivas do regime de Pequim. O Tibete é um país historicamente independente que foi brutalmente invadido e segue ocupado de forma ilegal pelo Estado chinês há décadas. Para garantir o controle social absoluto e sufocar qualquer tentativa de levante ou integração dos tibetanos com os vizinhos, a ditadura comunista resolveu alterar a geografia na marra.

O regime simplesmente expulsou as populações nativas das áreas fronteiriças e começou a erguer vilarejos e cidades artificiais no meio das montanhas. Tudo construído sem a menor preocupação ambiental, sem respeitar os direitos individuais das populações locais e sem qualquer estudo sério. O único objetivo do partido único era fincar bandeira, demarcar território à força e manter sua paranoia geopolítica sob controle.

O resultado do planejamento centralizado de burocratas em escritórios climatizados foi a desestabilização completa de um ecossistema extremamente delicado. Quando a terra cedeu e o degelo acelerou, a lama acumulada desceu rasgando o leito dos rios, incluindo o Trishuli, arrastando tudo o que encontrava pela frente. O impacto imediato destruiu comunidades no Nepal, mas a força dessas enchentes ameaça avançar até o Rio Ganges, atingindo também a Índia.

Reparem bem no padrão perverso do monopólio da violência. O leviatã chinês cria estruturas artificiais sem qualquer responsabilidade de propriedade privada, violando a soberania alheia, e quem paga a conta com a própria vida são indivíduos inocentes do outro lado da fronteira. Vimos imagens assustadoras de pessoas correndo desesperadas enquanto uma onda monstruosa de lama avançava, lembrando catástrofes causadas pela incompetência do compadrio estatal, como o caso de Mariana no Brasil.

A burocracia governamental não tem incentivo para preservar nada, simplesmente porque os burocratas não respondem com seus próprios patrimônios quando a tragédia acontece. Se o morro desmorona e mata dezenas de pessoas, o ditador de plantão ignora as vítimas e continua sua marcha autoritária. O Estado não apenas rouba o fruto do seu trabalho via imposto; ele destrói a sua segurança sob a desculpa esfarrapada de 'segurança nacional'.

Quando governantes aparecem na televisão prometendo salvar o planeta e regular o clima, você deve rir para não chorar. A história demonstra que os governos não conseguem gerenciar nem o impacto de suas próprias obras ilegais. A megalomania e a expansão estatal da China não geraram progresso algum; geraram mortes, destruição e rios de lama no Nepal.

BRASIL E MUNDO — Fechamento

A tragédia no Nepal é a prova cabal de que a coerção estatal prefere a demonstração de força geopolítica em vez do respeito básico à vida e à propriedade dos indivíduos.

Até quando as pessoas vão continuar acreditando que governos centralizadores são a solução para algum problema? Deixe o seu comentário, se inscreva no canal e compartilhe esse vídeo. Até a próxima!