BRASIL E MUNDO — Abertura
Ih, rapaz, parece que a burocracia estatal entrou em pânico total com a liberdade de expressão na internet. O ministro Alexandre de Moraes resolveu dar um passeio no Tribunal de Contas do Município de São Paulo para reclamar abertamente da mídia independente e do funcionamento das plataformas digitais.
O burocrata do Supremo STF apareceu num evento público visivelmente chateado com as chamadas big techs. O motivo do choro? Ele admitiu publicamente que um influencer de internet — alguém que o establishment nem conhecia — consegue hoje ter mais audiência do que o Jornal Nacional e todos os telejornais tradicionais somados.
A cena é emblemática: a máquina estatal acreditava ingenuamente que manteria o monopólio da informação para sempre, mas o livre mercado da internet e a descentralização simplesmente atropelaram os planos dos controladores de narrativa de Brasília.
BRASIL E MUNDO — Desenvolvimento
Durante sua palestra no TCM de São Paulo, o ministro fez questão de citar o caso desse criador de conteúdo que comenta desde a guerra da Ucrânia até a derrota do Corinthians contra o Coritiba. Na cabeça do burocrata, ver um canal independente superando a grande mídia tradicional é fruto de um suposto trabalho de anos para desacreditar o jornalismo. É a típica mentalidade estatista: quando a população rejeita a versão oficial do governo, o Estado nunca assume a culpa. Em vez de olhar para o próprio umbigo, prefere atacar quem expõe a realidade.
O que esses fiscais da opinião alheia recusam-se a aceitar é um fato elementar de mercado: quem destruiu a credibilidade da imprensa tradicional foi a própria imprensa tradicional. Por décadas, as grandes redes de televisão e os veículos corporativos funcionaram como meros panfletos para encobrir as lambanças da burocracia estatal. Quando o indivíduo percebeu que a mídia tradicional atua para proteger o sistema, ele naturalmente buscou fontes alternativas na internet para saber o que realmente acontece.
O ministro também reclamou no seminário que foi uma ingenuidade da sociedade acreditar que as big techs seriam empresas neutras. Mas veja como a lógica do leviatã é totalmente invertida. As plataformas digitais são empresas privadas comerciais que buscam o lucro. E a busca pelo lucro é justamente o melhor mecanismo de neutralidade que existe. Para lucrar, uma empresa precisa atingir o maior número possível de consumidores, entregando o conteúdo livre que o público realmente quer consumir, sem precisar da bênção de censores estatais.
Por outro lado, a tal neutralidade que os burocratas do Estado alegam defender não passa de uma ilusão mantida pela coerção. O aparato estatal odeia a concorrência e não tolera perder o controle sobre a informação. Eles tentam tratar opiniões individuais como se fossem ameaças, simplesmente porque perceberam que a canetada judicial não consegue mais conter a vontade dos indivíduos de buscarem notícias fora da bolha oficial.
Existe uma diferença brutal entre fatos e opiniões. Fato é fato: ou aconteceu ou não aconteceu. No mercado livre da internet, se um canal independente erra uma notícia, ele faz a errata, corrige o fato e segue em frente em respeito ao seu público. Agora, a opinião é um direito individual inalienável de qualquer cidadão. O desespero demonstrado pelo ministro no TCM revela o medo claríssimo que o sistema tem de ver a opinião pública se libertar da tutela dos burocratas.
Tentar culpar criadores de conteúdo pelo colapso da grande mídia é fugir da realidade. A audiência migrou para a internet porque o público se cansou de ser enganado por velhos monopólios de comunicação alinhados ao poder estatal. O cidadão quer transparência, quer análises diretas e não aceita mais receber ordens sobre o que deve ou não pensar.
BRASIL E MUNDO — Fechamento
Quer ter credibilidade e ganhar a audiência do público, ministro? O segredo é simples: pare de usar o poder estatal para constranger a sociedade, busque fazer a coisa certa e fale a verdade. Credibilidade se conquista no livre mercado, nunca pela força do monopólio da coerção.
O indivíduo consciente já percebeu o jogo e escolheu a descentralização. Podem palestrar e reclamar o quanto quiserem nos tribunais de contas; a liberdade de expressão e a busca pela verdade não dependem de autorização da burocracia estatal.